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QUE CALOR...
Por Márcio Nóbrega Quarta-Feira, 16 de Fevereiro de 2011
Banhos só não adiantam... Vejo os carros soltando fumaças, vejo as fábricas poluindo o nosso ar, vejo até eu mesmo cortando árvores, tudo isso resulta em quê?
Não suporto mais esse “buraco” que cresce a cada dia, distanciando-me e ao mesmo tempo aproximando-me do fim da minha existência.
Uhf! Que calor!
Aos poucos vem me sufocando a ponto de me deixar inquieto e impedido de fazer coisas que mais gosto de praticar, por falta de consciência de um povo que não pensam no futuro dos seus semelhantes. Onde fica o amor? Amam-se pais, irmãos, amigos. E ao mesmo tempo não há uma preocupação com o futuro dos que amo?
Saber o que fazer até sei, só que não encontro apoio para resgatar esse sentimento de ajuda para que o futuro dos meus entes queridos não seja atropelado pelo mesmo problema que se alastra hoje em nossas vidas.
Se pelo menos fossem criadas ONGS, ou simplesmente grupos que concretizassem esse meu desejo?
A cada minuto fico mais perdido do que bala em tiroteio, mais desnorteado que um pássaro em uma gaiola, tudo isso pelo forte calor que esse aquecimento tão global me atinge e me deixa sem motivo para viver.
Não entendo porque me preocupo se nada faço para ajudar a diminuir esse meu calor que pára definitivamente a minha respiração.
Que aquecimento tão poderoso é este que ninguém consegue desenfreá-lo. Que ninguém tem peito para enfrentar tudo ou todos. Que essa nossa vida sedentária nos impede de fazer algo para diminuir este buraco tão famoso pelos mass media. Ouve-se o rádio, estão falando dele, liga-se à tv, mostram-nos simulações do que seja e do que venha a fazer, em conversa com vizinhos ou amigos não se fala em outra coisa. Estamos ficando loucos com tanto calores.
Quando sinto um pouco de frio vou correndo ao médico para me receitar algo, pois frio já não é coisa boa. E quando chego em casa percebo que esse frio que se alastra pelo meu corpo é a frieza da minha ação, onde não consigo fazer nada para amenizar este aquecimento global que todos sentem, mas ninguém consegue parar de alimentá-lo. Ainda estou com calor... Márcio Nóbrega