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Só me resta a lembrança...
Por Márcio Nóbrega Quinta-Feira, 10 de Março de 2011
Deitado em uma cama de hospital, num quarto fechado, sem escutar se quer o cântico de um rouxinol, fortes dores me sufocam e o mais intrigante de tudo é saber que por muitos anos curei tantas dores de pessoas que nem conhecia.
Quando lembro da peruca loira, da roupa larga e despojada, do meu velho sapato enorme, e como também não poderia esquecer da minha caixa de tintas, onde através delas conseguia me camuflar para que ninguém soubesse quem eu era.